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“a arte de nosso tempo não é sobre definições mas sobre sensações, sobre como geramos forças de afeto no fazer, tornando-nos seres de vibração, de ressonância".

(Manning, em O gesto menor)

DA ECONOMIA À ECOLOGIA DAS ATENÇÕES

O Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) promove, em Florianópolis, entre 8 e 12 de Fevereiro a segunda edição do Festival Internacional de Arte e Cultura José Luiz Kinceler – FIK 2020. Entre seus objetivos estão a valorização da produção cultural, a formação de redes artísticas e o fomento de interações entre a universidade e a sociedade.

A primeira edição do FIK ocorreu há dois anos, homenageando esse artista e professor cujos objetivos voltavam-se para a arte relacional. A residência artística  "Da economia à ecologia das atenções"  nasce do esforço do grupo de pesquisa Inter-Acontecimentos em propiciar uma imersão para seus participantes, seja aprofundando questões conceituais seja promovendo atividades artísticas de integração.

O Inter-Acontecimentos vem investigando um conjunto de conceitos e práticas filosóficas e artísticas que tomam os encaminhamentos processuais como norte de suas atividades. A proposta dessa residência artística é ampliar, aprofundar e propiciar vivências mais estruturadas a seus participantes, através de atividades exploratórias motivadas pelos seus dois convidados.

No atual estágio de suas atividades, organizadas em torno do acontecimento, mais especificamente o acontecimento cênico sob uma perspectiva filosófica e processual, colocou-se a necessidade de ampliar a compreensão sobre aspectos frequentemente considerados periféricos na arte e suas ressonâncias na esfera social e coletiva.

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O que encontramos, mais precisamente, refere-se  às implicações geradas quanto à atribuição de valores, algo que está no cerne da operação do capital e do financiamento – no atual estágio da economia neoliberal -, e que alcançam em modo notável a construção de subjetividades em modo complexo, através de uma pedagogia das percepções e afetos. A noção de valores aqui em destaque possui suas raízes naquilo que o filósofo A.N. Whitehead definiu como "energia ativa", "um fluxo que constitui a experiência humana" e que gera assemblagens banidas da filosofia. Sob vários aspectos, tais ocorrências ressurgiram nas obras “O Anti-Édipo” e “Mil Platôs”, de Deleuze-Guattari.

Esta residência convida artistas da cena, filósofos, e outros pesquisadores a pensarem juntos como criar um vocabulário que possa situar as linhas de forças que atravessam as técnicas relacionais constitutivas de uma ecologia das atenções. Investigaremos aspectos de uma ecologia de atenções voltada ao campo de coletividades, questionando o que é o relacional e como construir modos de colaboração que não sejam baseados em comprovações de trabalho exercido.

CONVIDADOS
ÉRIK BORDELEAU
(SenseLab / Canada)

É doutor pela Universidade de Montreal. É pesquisador do SenseLab (Concordia University, Montreal) e ex-designer financeiro da Agência Espacial Econômica (ECSA). Integra também o grupo de pesquisa HAR (História das Artes e das Representações - Université Paris Ouest Nanterre La défense) e foi co-fundador dos coletivos Entrepreneurs du commun e Econautic Consultancy.

Concluiu seu pós-doutorado em Estudos do Leste Asiático + Estudos de História da Arte e Comunicação na Universidade McGill (2011-2012) e na Universidade Livre de Bruxelas em Filosofia (2012-2014). Seu trabalho articula-se na intersecção entre filosofia política, mídia e teoria financeira, arte contemporânea e estudos de cinema, com marcante interesse pela virada especulativa e pela renovação da questão do possível no pensamento contemporâneo.

É autor de dois livros, Foucault anonymat (Le Quartanier, 2012, prêmio Spirale Eva-Legrand 2013) e Comment sauver le commun du communisme? (Le Quartanier, 2014), ambos traduzidos recentemente para o espanhol. Publicou também vários capítulos de livros e artigos, entre os quais: “Um Deleuze Redentor? Passagens sufocadas e a política de contração” (Deleuze Studies Journal, 2014); “Bruno Latour e o milagroso presente da enunciação” (in “Quebrando o feitiço: o realismo contemporâneo em discussão”, Mimesis, 2015).

É doutor em Filosofia pela Albert-Ludwigs Universität Freiburg / Alemanha (1995). Possui pós-doutorado em Filosofia pela Universidade de Potsdam-Alemanha (2007) e pela Universidade de Paris VIII/França (2013). É professor e pesquisador no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), onde coordena o POP-LAB (Laboratório de Estudos em Filosofia Pop). Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Estética moderna e contemporânea, atuando principalmente junto aos temas do corpo, imagem, performance, cultura brasileira e cultura pop. É autor do livro Explicando filosofia com arte (Ediouro, 2004); bem como de diversos capítulos em publicações recentes, entre outros:  “Fomos Filosofia e Poesia...Seremos Crime?” e “Piloto para um Trem Transcultural” (LabCriativo, 2016); “Futurologia I: Um programa de Rádio em 2065” (Casa da Palavra, 2016).

CHARLES FEITOSA
(Unirio)
COORDENAÇÃO E CURADORIA
BIANCA SCLIAR E EDÉLCIO MOSTAÇO
 
PRODUÇÃO 
GRUPO DE PESQUISA INTER-ACONTECIMENTOS
IMERSÃO EM PESQUISA-CRIAÇÃO: DA ECONOMIA À ECOLOGIA DAS ATENÇÕES
IMERSÃO EM PESQUISA-CRIAÇÃO: DA ECONOMIA À ECOLOGIA DAS ATENÇÕES
IMERSÃO EM PESQUISA-CRIAÇÃO: DA ECONOMIA À ECOLOGIA DAS ATENÇÕES
 
 
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